Catarata: causas, sintomas e tratamentos. Confira o vídeo do Dr. João Vilaça.
Catarata: causas, sintomas e tratamentos. Confira o vídeo do Dr. João Vilaça.

Cirurgia de catarata, nos dias de hoje, já se tornou um assunto comum entre as pessoas que sofrem de problemas de visão. As técnicas para a realização do procedimento estão cada dia mais modernas, o que faz com que as pessoas percam o medo. Outro fator favorável é o aumento da expectativa de vida, que tem alterado significativamente a forma de condução das cirurgias de catarata. Antigamente, a maior preocupação era de devolver a visão dos pacientes fazendo a substituição do cristalino opaco, porém hoje, a modernização nas lentes intraoculares (LIOs) possibilitam a personalização destas cirurgias, agregando mais qualidade à visão.

O perfil clínico e comportamental de cada paciente em particular, como autonomia e autoestima, são levados em conta pelos novos procedimentos, além dos quesitos clínicos em questão. Jovens senhores que praticam esportes, gente que faz o uso de computador com frequência, leitores assíduos, médicos, dentistas e engenheiros, são exemplos de pacientes que podem precisar da cirurgia de catarata. Mas existem também aqueles que não abrem mão dos óculos por considerarem que o acessório faz parte da sua identidade. “São situações que podem parecer corriqueiras, mas que representam um quesito importante no desempenho satisfatório de ações cotidianas, impactando significativamente a qualidade de vida. Principalmente se considerarmos que essas pessoas ainda terão cerca de 20 ou 30 anos de vida produtiva após a cirurgia” afirma o Dr. João Vilaça.

O problema da catarata, no entanto, não deve ser tratado com tanta simplicidade. Dados da Organização Mundial de Saúde relatam que existem 18 milhões de cegos por catarata no mundo, e deste número, estima-se que sejam 350 mil apenas no Brasil. Nos países em desenvolvimento, a catarata representa 50% dos casos de cegueira. Cerca de 85% dos pacientes de catarata estão com idade acima dos 50 anos, com a vida ativa, trabalhando, viajando e com hábitos e preferências que já podem ser levados em consideração no momento da decisão sobre que tipo de LIO será implantada.

O Dr. João Vilaça pontua: “Os avanços nas técnicas cirúrgicas e nas LIOs apresentados nos últimos anos ultrapassam em muito todas as conquistas obtidas desde as primeiras cirurgias de catarata. Isso se deve também à disponibilização de equipamentos que avaliam no pré-operatório, com precisão, o poder (grau) das LIOs, as aberrações ópticas do olho, as alterações de outras estruturas oculares como o filme lacrimal, a córnea, a retina e o nervo óptico, capacitando desta forma o oftalmologista na definição do melhor tipo de lente para cada paciente e, consequentemente, no melhor resultado cirúrgico”.

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a catarata é definida como qualquer opacificação do cristalino que atrapalhe a entrada de luz nos olhos, acarretando diminuição da visão. A doença pode causar desde pequenas distorções visuais e até mesmo cegueira. Catarata pode ser congênita (de nascença), secundária (resultante de fatores variados) ou senil (consequência de alterações bioquímicas relacionadas à idade).

Durante a cirurgia de catarata, retira-se o cristalino opaco e implanta-se uma lente intraocular (LIO) com grau especificamente calculado.
Existem diferentes tipos de lentes intraoculares (LIOs) – elas podem ser monofocais, que corrigem apenas um foco, de perto ou de longe; e multofocais, que corrigem a visão de perto, intermediária e longe. As lentes tóricas, que podem ser mono ou multifocais, também corrigem o problema do astigmatismo.

E existem também as lentes pseudoacomodativas. Sobre este tipo de material, Dr. João Vilaça comenta: “Todas essas LIOs podem ser introduzidas por microincisões de dois milímetros, diminuindo a incidência de complicações pré e pós-operatórias. Melhoram a visão já a curto prazo, fazendo com que os pacientes tenham melhor qualidade de visão”.

Fonte: TERRA MAGAZINE

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